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Queimadura


As queimaduras são lesões na pele, provocadas geralmente pelo calor ou pelo frio, mas que podem também ser provocadas pela eletricidade, por contato com certos produtos químicos, por radiações, ou certos animais e vegetais, que causam dores fortes e podem levar a infecções.

Conceitos e Informações

O fogo é o principal agente das queimaduras, embora as produzidas pela eletricidade sejam, de todas, as mais mutilantes, resultando com frequência na perda funcional e mesmo anatômica de segmentos do corpo, principalmente dos membros.
A exposição ao sol, comum entre lavradores e pescadores, pode provocar a urticária solar, (edema localizado, acompanhado de coceira, que pode preceder a lesão da pele) considerada uma doença do trabalho. Quando ao trabalhar uma pessoa é exposta a qualquer fonte artificial de UV, uma vestimenta especial de proteção deve ser vestida.
Estas lesões são muito importantes para o agricultor, que passa o dia todo sob o sol e tem o mau hábito de praticar à "queimada" para limpar o terreno e para colher a cana-de-açúcar.
A dor na queimadura é resultante do contato dos filetes nervosos com o ar. Para aliviar a dor da queimadura, pode-se cobrir o local com vaselina esterilizada. Contudo, via de regra, não se cobre queimadura, principalmente se ocorrer no rosto, nas mãos e nos órgãos genitais, para evitar aderências. Há experiências hospitalares bem sucedidas, no Brasil, de cobrir a queimadura com tiras ou mantas de pele de rã, embebida em solução antibiótica.
De um modo geral, para cada 100 doentes queimados, três morrem em decorrência das queimaduras.
As manifestações locais mais importantes nas queimaduras são:
·         não eliminação de toxinas (não há suor)
·         formação de substâncias tóxicas
·         dor intensa que pode levar ao choque
·         perda de líquidos corporais
·         destruição de tecidos e
·         infecção.
·         Agentes Causadores de Queimaduras
·         Físicos: temperatura: vapor, objetos aquecidos, água quente, chama, etc.
eletricidade: corrente elétrica, raio, etc.
radiação: sol, aparelhos de raios X, raios ultra-violetas, nucleares, etc.
·         Químicos: produtos químicos: ácidos, bases, álcool, gasolina, etc. e
·         Biológicos: animais: lagarta-de-fogo, água-viva, medusa, etc. e vegetais: o látex de certas plantas, urtiga, etc.

As queimaduras são classificadas em quatro graus, conforme sua profundidade.
·         Queimadura de Primeiro Grau - queimadura superficial, atingindo apenas a primeira camada da pele - epiderme. Caracteriza-se por ser uma queimadura não exsudativa, dolorosa mas que regride em poucos dias. Como exemplo temos a queimadura solar.
·         Queimadura de Segundo Grau - queimadura mais profunda, causa bolhas (" FLICTENAS ") e é muito dolorosa, porque há a exposição das raízes nervosas que foram atingidas.
·         Queimadura de Terceiro Grau - queimadura esbranquiçada, tão profunda que atinge os músculos e ossos. Os tecidos ficam negros e sem vida,("NECROSE") não há dor porque as terminações nervosas responsáveis pela sensibilidade à dor foram também queimadas. Nas bordas de uma queimadura de terceiro grau haverá queimaduras de primeiro e segundo grau.
·         Queimadura de Quarto Grau- é o que denominamos de carbonização, onde há perda total da estrutura e da função morfológica.

Extensão ou Severidade da Queimadura
O importante na queimadura não é o seu tipo e nem o seu grau, mas sim a extensão da pele queimada , ou seja, a área corporal atingida.
·         Baixa: menos de 15% da superfície corporal atingida
·         Média: entre 15 e menos de 40% da pele coberta e
·         Alta: mais de 40% do corpo queimado.

Entretanto, a consequência mais grave das queimaduras é a porcentagem da área do corpo atingida. Quando esta é menos de 15%, diz-se que o acidentado é, simplesmente, portador de queimaduras. Entretanto, quando a percentagem da pele queimada ultrapassa os 15% (cerca de 15 palmos), pode-se considerá-lo como grande queimado . Ao atingir mais de 40% da superfície do corpo, pode provocar a morte. Acima de 70%, as chances de sobreviver são mínimas!
Com relação a sua extensão, a área de Superfície Corporal Queimada (SCQ) através da regra dos nove de Wallace. Nesta regra, cada braço tem 9% da SCQ, a cabeça outros 9%, tórax 9%, Abdômen 9%, dorso 18%, coxas 9% e pernas 9%, totalizando 99%. O 1% restante é o períneo. Para plantas pequenas, usa-se uma comparação da área queimada com a palma da mão do queimado: equivale a 1% da SCQ.
                                                         
Cuidados
Como proceder:
1 - Retirar a vítima do contato com a causa da queimadura:
a) lavando a área queimada com bastante água, no caso de agentes químicos; retirar a roupa do acidentado, se ela ainda contiver parte da substância que causou a queimadura;
b) apagando o fogo, se for o caso, com extintor (apropriado), abafando-o com um cobertor ou simplesmente rolando o acidentado no chão;
2 - Verificar se a respiração, o batimento cardíaco e o nível de consciência do acidentado estão normais.
3 - Para aliviar a dor e prevenir infecção no local da queimadura:
a) mergulhar a área afetada em água limpa ou em água corrente, até aliviar a dor. Não romper as bolhas e nem retirar as roupas queimadas que estiverem aderidas à pele. Se as bolhas estiverem rompidas, não colocá-las em contato com a água.
b) não aplicar pomadas, líquidos, cremes e outras substâncias sobre a queimadura. Elas podem complicar o tratamento e necessitam de indicação médica.
4 - Se a pessoa estiver consciente e sentir sede, deve ser-lhe dada toda água que deseja beber porém, lentamente e com cuidado.
5- Encaminhar logo que possível a vítima ao Posto de Saúde ou ao Hospital, para avaliação e tratamento.
Outros cuidados:
a) Não dê água a pacientes com mais de 20% do corpo queimado;
b)Não coloque gelo sobre a queimadura;
c)Não dê qualquer medicamento intramuscular, subcutânea ou pela boca sem consultar um Médico, exceto em caso de emergência cardíaca;
d)Não jogar água em queimaduras provocadas por pós químicos; recomenda-se cal e escovação da pele e da roupa.
e)Deve-se providenciar o transporte imediato do acidentado, quando a área do corpo queimada for estimada entre 60 e 80%.
f)Além da percentagem da área corporal atingida, a gravidade das queimaduras é maior nos menores de 5 anos e maiores de 60.

1°: Queimadura de terceiro grau, caracterizada pela necrose da pele.
2°: Queimaduras são o quarto tipo de lesão cutânea mais comum a deflagrar quelóides.
Um quelóide é um caso especial de cicatriz. São lesões fibroelásticas, salientes, rosadas, avermelhadas ou escuras e às vezes brilhantes. Podem ocorrer na cicatrização de qualquer lesão da pele. Geralmente crescem, e apesar de inofensivas, não contagiosas e indolores, podem se tornar um problema estético importante.
3°: Ombros e pescoço queimados pelo sol.







VERIFICAÇÃO DO COMPORTAMENTO FRENTE AO FOGO DE MATERIAIS UTILIZADOS NO ACABAMENTO E REVESTIMENTO DAS EDIFICAÇÕES – ENSAIOS DE REAÇÃO AO FOGO



MITIDIERI, Marcelo L.
1.      INTRODUÇÃO
As características do comportamento dos materiais construtivos frente ao fogo podem desempenhar papel
preponderante na evolução de um eventual incêndio, dificultando ou contribuindo para que um estágio crítico
seja alcançado. Tais características dizem respeito à facilidade com que os materiais sofrem ignição, à
capacidade de sustentar a combustão, à rapidez com que as chamas se propagam pelas superfícies, a quantidade e
taxa de desenvolvimento de calor liberados no processo de combustão, ao desprendimento de partículas em
chamas/brasa e ao desenvolvimento de fumaça e gases nocivos. A reação ao fogo está relacionada íntima e
diretamente com a combustão do material e aos produtos por ela liberados.
A natureza da fonte de ignição e as condições a que o material esteja exposto são fatores externos que também participam de sua ignição.
O material, uma vez ignizado, coloca à prova a sua capacidade de manter a combustão. Os fatores que regem esta capacidade estão centrados no alto desenvolvimento de calor radiante da chama e  na baixa capacidade calorífica do material.
  Esses fatores estão diretamente relacionados com a definição da rapidez de propagação das chamas sobre a superfície do material ignizado.
A contribuição que os materiais combustíveis incorporados aos sistemas construtivos pode oferecer para o
desenvolvimento de uma situação de incêndio, através da ignição e sustentação da combustão, do
desenvolvimento de calor, da propagação das chamas, do desprendimento de partículas em chamas/brasa e do desenvolvimento de fumaça e gases tóxicos é denominada, reação ao fogo dos materiais.
As características de reação ao fogo dos materiais podem ser determinadas em laboratório, de modo isolado,
mediante condições padronizadas que visam reproduzir determinados momentos de um incêndio.
Contudo, as variáveis inerentes a um material, as quais se interrelacionam diretamente com o fogo são:
incombustibilidade, poder calorífico, inflamabilidade, propagação superficial de chama, produção de gases
nocivos e de fumaça.
2 A ASSOCIAÇÃO ENTRE AS FASES DO INCÊNDIO, AS CATEGORIAS DE RISCOS E OS
MATERIAIS COMBUSTÍVEIS
2.1 As fases do incêndio relacionadas com as categorias de risco
Considerando que a segurança contra incêndio está associada à probabilidade de ocorrência de determinados
eventos que proporcionam perigo às pessoas e aos bens, percebe-se que ela pode ser obtida através da isenção de tais riscos. Como a isenção total de riscos, na prática, é algo utópico, pode-se entender a segurança contra incêndio como o conjunto de vários níveis de proteção aos mesmos.
Considera-se como categorias básicas de riscos associados ao incêndio os riscos de início de incêndio, do
crescimento do incêndio e da propagação do incêndio, bem como os riscos à vida humana e à propriedade.
Os riscos de início, crescimento e propagação do incêndio estão diretamente relacionados à evolução do incêndio no edifício e à sua propagação para os edifícios vizinhos.
A evolução do incêndio é caracterizada por três fases: a fase inicial, (primeira fase), a fase de inflamação
generalizada (segunda fase) e a fase de extinção (terceira fase).
Na fase inicial, o incêndio está restrito a um foco, representado pelo primeiro material ignizado e pelos possíveis materiais combustíveis em suas adjacências. Nesta fase a temperatura do ambiente sofre uma elevação gradual.
A seguir, tem-se a fase da inflamação generalizada, caracterizada pelo envolvimento de grande parte do material combustível existente no ambiente, a temperatura sofre elevação acentuada, não sendo possível a sobrevivência no recinto.
A fase de extinção é quando grande parte do material combustível existente no ambiente já foi consumido e a temperatura entra em decréscimo.
A maioria dos incêndios ocorre a partir de uma fonte de ignição junto aos materiais contidos no edifício. Uma vez que o material que esteja em contato com a fonte de ignição se decomponha pelo calor, serão liberados gases que sofrem ignição. Quando a ignição está estabelecida, o material manterá a combustão, liberando gases/fumaça e desenvolvendo calor. O ambiente, então, sofrerá um elevação gradativa de temperatura, e fumaça e gases quentes serão acumulados no teto. Através da condução, radiação e convecção do calor, poderá ocorrer a propagação do fogo para materiais combustíveis que estejam nas adjacências.
A probabilidade do surgimento de um foco de incêndio a partir da interação dos materiais combustíveis trazidos para o interior do edifício e dos materiais combustíveis integrados ao sistema construtivo caracteriza o risco de início do incêndio.
Caso haja uma oxigenação do ambiente através de comunicações (diretas ou indiretas) com o exterior, o fogo irá progredir intensamente, atingindo o estágio de inflamação generalizada. Grande quantidade de fumaça e gases quentes são gerados e, os materiais combustíveis no ambiente, aquecidos por convecção e radiação, inflamar-seão conjuntamente. O fogo, então, atingirá rapidamente sua máxima severidade.
A probabilidade de um incêndio passar da fase inicial para a fase de inflamação generalizada, isto é, a
probabilidade de o foco de incêndio evoluir até atingir a inflamação generalizada caracteriza o risco do
crescimento do incêndio.
Durante esta segunda fase, os gases quentes e fumaça gerados no local de origem podem ser transferidos para outros ambientes, dentro do próprio edifício, através das aberturas de comunicação entre os mesmos. Em função da alta temperatura, o fogo se propagará para esses ambientes com maior rapidez, e os materiais combustíveis ali existentes também se queimarão com rapidez e intensidade maiores, se comparadas ao ambiente de origem.
As altas temperaturas e os gases quentes emitidos através das janelas e/ou outras aberturas existentes na fachada ou na cobertura (provocadas pela ruína parcial) ocasionam a propagação do incêndio para edifícios adjacentes.
Com a ocorrência da propagação do fogo entre os ambientes do edifício de origem, os mecanismos de radiação e convecção serão acentuados, provocando uma incidência maior de fluxos de calor nas fachadas dos edifícios vizinhos. Somente quando grande parte dos materiais combustíveis forem consumidos é que o fogo entrará no processo de extinção.
A probabilidade de propagação do incêndio, a partir da inflamação generalizada no ambiente de origem, para outros ambientes e/ou edifícios adjacentes caracteriza o risco da propagação do incêndio.
A geração de fumaça e de gases tóxicos, a redução da quantidade de oxigênio disponível e o calor desenvolvido em estágios mais avançados são fatos característicos das distintas fases do incêndio e que oferecem risco à vida humana.
A probabilidade de os fenômenos associados ao incêndio (fumaça, gases nocivos, calor e falta de oxigenação) provocarem lesões aos ocupantes do edifício, tanto aos usuários como às pessoas envolvidas no salvamento e combate, define o risco à vida humana.
O risco à propriedade está presente desde o momento do início do incêndio e pode evoluir gradativamente
atingindo a inflamação generalizada no ambiente e a propagação do fogo para outros ambientes e edifícios
vizinhos. A fumaça, os gases quentes e o calor danificam os materiais e equipamentos contidos no edifício,
assim como o próprio edifício (ou seja, os seus elementos construtivos) e os edifícios adjacentes. Portanto, o
risco à propriedade é caracterizado pela probabilidade de ocorrência desses fatores.
Quanto mais suscetível for o sistema construtivo à ação do incêndio, maior será o risco à propriedade. O colapso estrutural de partes do edifício pode implicar em danos à áreas não atingidas pelo fogo e também à edifícios vizinhos.
2.2 A evolução do incêndio e sua relação com os materiais combustíveis
Na primeira fase do incêndio, a reação ao fogo de um material é de extrema importância, ou seja, são
fundamentais a forma e a magnitude com que o material libera o calor. Este calor pode aumentar a velocidade das moléculas do próprio material, ocasionando o desprendimento de gases para a superfície do mesmo. Estes gases podem atingir uma concentração ótima, permitindo sua inflamação e a propagação da chama para os materiais combustíveis que estejam nas adjacências.
Na segunda fase, a da inflamação generalizada no ambiente de origem, o calor liberado e as consequentes
chamas originárias da fonte incumbem-se da propagação do fogo para os materiais combustíveis vizinhos, como uma reação em cadeia. A reação ao fogo nesta fase, assim como na primeira, apresenta imprescindível
importância para retardar a ocorrência da inflamação generalizada.
É comum, nesta fase, as pessoas, por falta de informação, sentirem-se impotentes diante do fogo, o que gera
pânico e contribui para o desenvolvimento do incêndio. Portanto, a importância da orientação do usuário do
edifício, bem como a formação de brigadas de incêndio (compostas por pessoal da vigilância, manutenção,
administração e usuários comuns) é relevante para esta fase.
Na terceira fase, o incêndio já consumiu a maioria dos materiais combustíveis existentes no ambiente. Não mais importa a forma com que o calor está sendo liberado ou como as chamas estão se desenvolvendo.
2.3 A reação ao fogo e as fases do incêndio
Se observarmos um incêndio desde sua primeira fase, nota-se que a reação ao fogo dos materiais é a grande
protagonista do sinistro. O odor liberado, a fumaça desenvolvida, a solicitação de socorro aos bombeiros, etc. ocorrem em função da reação ao fogo dos materiais.
Já na segunda fase de desenvolvimento do incêndio, tanto a reação como a resistência ao fogo desempenham
papéis importantes devido à propagação de chamas pelos ambientes do edifício de origem e pelos edifícios
adjacentes, através de portas, janelas  ou qualquer outra abertura constante nas paredes, tetos e pisos.
A reação ao fogo dos materiais não interfere na terceira fase do incêndio, pois os materiais combustíveis
presentes no ambiente já produziram seus efeitos.
3.3 Determinação da densidade ótica de fumaça
O desenvolvimento de fumaça e gases tóxicos está presente durante todas as fases de um incêndio e, dependendo das condições em que a combustão dos materiais se processa, poderão ser desenvolvidas diversas substâncias, nas mais variadas concentrações.
Considerando as dificuldades em definir os valores letais dos produtos tóxicos liberados na combustão para se estabelecer uma seleção confiável dos materiais, esta variável, de certo modo, vem sendo pouco considerada.
Deve-se registrar, contudo, que a capacidade de obscurecimento da fumaça gerada pode oferecer dificuldades com relação à visão humana.
3.4 Verificação da incombustibilidade
Verificar se um material pode sofrer ou não ignição e contribuir para o crescimento do fogo é de extrema
importância, isto é, a sua classificação como combustível ou como incombustível é muito útil para uma seleção.
3.5 Determinação do poder calorífico superior
No controle da quantidade de materiais combustíveis incorporados aos elementos construtivos, dois objetivos devem ser destacados: o primeiro é dificultar a inflamação generalizada e o segundo é limitar, uma vez ocorrida a inflamação generalizada, a severidade do incêndio, dificultando sua propagação para outros espaços, além do ambiente em que se originou.
Muitos materiais combustíveis vem sendo utilizados como revestimento/acabamento de tetos e paredes e como parte integrante de sistemas construtivos, o que pode facilitar o crescimento do incêndio não somente pelo aumento do potencial térmico que eles constituem, mas também por apresentarem superfícies contínuas, capazes de contribuir para um incêndio ao sofrerem ignição e transportarem as chamas para outros materiais combustíveis existentes no ambiente.
A limitação da severidade do incêndio está diretamente ligada ao volume de material combustível envolvido e à quantidade de calor que os mesmos podem desenvolver.
Sabemos que quanto maior for a quantidade de material combustível envolvida, maior severidade o incêndio
poderá assumir, o que aumentaria seu potencial destrutivo e possibilitaria sua propagação para outros ambientes do edifício.
5 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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superficial de chama - método do painel radiante - NBR9442. Rio de Janeiro, 1986.
BERNA, J. M. L. Seguridad contra incêndios de los productos de la construcción en la Unión Europea. Las
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BERTO, A. F. Medidas de proteção contra incêndio: aspectos fundamentais a serem considerados no projeto
arquitetônico dos edifícios. São Paulo, 1991. Dissertação (Mestrado) - Faculdade de Arquitetura e
Urbanismo, Universidade de São Paulo.
BERTO, A. F. Reação ao fogo. São Paulo, 1997. (Apostila do Curso de Engenharia de Segurança do Trabalho
– UNIP/não publicado).
BERTO, A.F. Segurança ao fogo. In: Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo S.A.
Divisão de Engenharia Civil. Critérios mínimos de desempenho para habitações térreas de interesse
social. São Paulo, 1998. p.19-24. (texto para discussão)
EGAN, DAVID M. Concepts in building firesafety. A Wiley-Interscience Publication, New York, 1976.
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calorific potential – ISO 1716. Switzerland, 1973.
__________. Building materials – non-combustibility test – ISO 1182. Switzerland, 1990.
__________. Fire tests – full-scale room test for surface products – ISO 9705. Switzerland, 1993.
__________. Tests for measuring “reaction-to-fire” of building materials – their development and
application – ISO TR 3814. Switzerland, 1989.
__________. Glossary of fire terms and definitions – ISO Guide 52. Switzerland, 1990.
LATHROP, J.K. (ed.) Life safety code handbook. 5.ed. Quincy, MA, NFPA, 1991.
SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO 558
MARTÍN, L.M.E.; PERIS, J.J.F. Comportamiento al fuego de materiales y estructuras. Madrid, Laboratorio
de Experiencias e Investigaciones del Fuego, Instituto Nacional de Investigaciones Agrarias, 1982.
MITIDIERI, MARCELO L. Proposta de classificação de materiais e componentes construtivos com relação ao
comportamento frente ao fogo: reação ao fogo. São Paulo, 1998. Dissertação (Mestrado) – Escola
Politécnica – Engenharia Civil, Universidade de São Paulo.

PRINCIPAIS CAUSAS DE INCÊNDIO

 
Os incêndios, a não ser quando causados pela ação das intempéries,
são decorrentes da falha humana, material ou ambas; predominando segundo
estatísticas a primeira, como veremos a seguir :

                               Instalações Elétricas Inadequadas:



               
                                         
                                  BRINCADEIRA DE CRIANÇA
costumam brincar com fósforos, fogueiras em terrenos baldios, imitando engolidores
de fogo, com frascos que contém ou continham líquidos inflamáveis, etc..; em função
disto devemos orientá-las mostrando os riscos e conseqüências e nunca
amedrontando-as .
                                

                             

                                     EXAUSTORES, CHAMINE,FOGUEIRA


                                    
Todos os meios condutores de calor para o exterior, podem ser causadores de incêndio, desde que não sejam muito bem instalados, conservados e mantidos de acordo com as normas de segurança.
  Portanto, procurar sempre seguir as orientações de profissionais capacitados. No caso de fogueiras, por exemplo, 99 % da perda de controle pode ser atribuído ao fator humano, causando graves acidentes com vítimas até fatais, alem de grandes danos a ecologia.



                                                   BALÕES

                                                 

                                         
                                  DISPLICENCIA AO COZINHAR

Algumas donas de casa, não conhecem os riscos de incêndios e deixam alimentos fritando ou cozendo por tempo superior ao necessário, ou mesmo colocando-os com água em óleo fervente, fazendo com que os vapores do mesmo saiam do recipiente, indo até as chamas do fogão e incendiando o combustível na panela; em vista disto, mantenha sempre sua atenção redobrada quando utilizar o fogão.

                                                 

         
                            APARELHOS ELETRODOMESTICOS

Além das instalações elétricas inadequadas, os
próprios aparelhos elétricos utilizados nas residências poderão causar incêndios,
quando guardados ainda quentes, deixados ligados ou apresentarem defeitos,
observe sempre seu funcionamento, fios, interruptores e siga as instruções do
fabricante.

                                
                  Velas, lamparinas, iluminação à chama aberta sobre móveis
Muitas vezes são colocados diretamente sobre móveis ou tecidos, velas ou lamparinas. No caso da primeira, esta poderá queimar-se até atingir o material e incendiá-lo; a outra, por
conter querosene ou outro liquido inflamável a situação é ainda mais grave, portanto,
quando forem utilizadas, coloca-las sobre um pires ou prato, evitando o contato com
o possível combustível.
                         
                   Vazamento de Gás Liqüefeito de Petróleo (G.L.P.):


aberto, o reserva que está ao lado, poderá receber calor suficiente para romper a válvula de segurança, provocando a propagação do fogo por todo o prédio. Devemos colocar tais recipientes fora da residência, conectando-o por uma mangueira resistente preconizada pelo Conselho Nacional de Petróleo que contém data de validade.

                      
                                            Trabalhos de Soldagens: Nos aparelhos de solda, alimentados com acetileno e

oxigênio, havendo um vazamento, isto poderá gerar um incêndio, além disso, a
própria chama do maçarico atingindo materiais combustíveis, provocará tal sinistro.
Os profissionais devem estar conscientes dos perigos e atentos quanto a danos nas
mangueiras e registros do aparelho, para sua própria segurança.
   

                                                    Ação Criminosa:


pessoas maldosas, principalmente no local de trabalho, pelo simples prazer de
vingança. Também alguns proprietários, visando obter lucros do seguro, usam da
mesma atitude. Nestes casos as causas, normalmente são detectadas facilmente, e
as pessoas envolvidas tem respondido judicialmente pelo delito.
 
                         Ignição ou Explosão de Produtos Químicos

Alguns produtos químicos ou inflamáveis, em contato com o ar ou outros componentes, poderão incendiar-se ou explodir, em função disto devem ser acondicionados em locais próprios e seguros, evitando-se assim qualquer acidente, ao manipulá-los, procure sempre a orientação de um técnico especializado.
O GLP é acelerador de incêndio em potencial. O botijão que está em uso fica conectado ao fogão, por meio de um tubo plástico que incendeia com facilidade, em razão do material que é constituído, isto ocorrendo teremos acesso ao gás, pois o registro está em posição
 
Todos os anos, quando se realizam os festejos juninos, muitos incêndios são causados por
balões, que deixam cair centelhas ou mesmo a tocha acesa sobre materiais combustíveis, portanto, nunca solte balões.


                                           


                                     FOGOS DE ARTIFICIOS

Tal como ocorrem com os balões, os fogos de artifícios também são causadores de incêndio, além de inúmeros acidentes. Geralmente, as crianças são as principais vítimas, por não saberem utilizar tal material e mesmo alguns portarem defeitos de fabricação, logo ao manipular, tome sempre medidas de segurança.

As improvisações em instalações elétricas na construção, reforma ou ampliação são responsáveis pela maioria dos incêndios, portanto, devemos seguir as orientações de pessoas capacitadas.